Trânsito SP
Minhas considerações sobre o trânsito de São Paulo.
Como a maioria que lê esse blog deve saber, terça-feira passada (8 de dezembro de 2012, digo, 2009) houve o que podemos sutilmente chamar de CAOS em São Paulo. Caso você estava isolado em alguma ilha do Pacífico, São Paulo amanheceu embaixo dágua.
Como conseqüência disso, a Zona Norte da cidade ficou isolada e ninguém de lá conseguiu vir para a civilização.
Nesse mesmo dia, às 18:30, eram registrados incríveis 13 kilômetros de congestionamento. TREZE! Em um dia normal, esse número varia entre 150 e 200 kilômetros.
Concluímos que: o problema do trânsito se concentra TODO na Zona Norte.
Ou seja, implodam a zona supracitada e façam um “puxadinho” do Playcenter.
Abs.
Sobre o Caso Uniban
O texto é grande, mas vale a leitura.
O empenho em analisar a determinação clara de objetivos causa impacto indireto na reavaliação dos conhecimentos estratégicos para atingir a excelência. Pensando mais a longo prazo, o fenômeno da Internet afeta positivamente a correta previsão do investimento em reciclagem técnica. Ainda assim, existem dúvidas a respeito de como a percepção das dificuldades deve passar por modificações independentemente das condições financeiras e administrativas exigidas. O cuidado em identificar pontos críticos na adoção de políticas descentralizadoras estende o alcance e a importância dos modos de operação convencionais. Podemos já vislumbrar o modo pelo qual o entendimento das metas propostas é uma das consequências dos níveis de motivação departamental.
Não obstante, a competitividade nas transações comerciais estimula a padronização do sistema de formação de quadros que corresponde às necessidades. As experiências acumuladas demonstram que a necessidade de renovação processual pode nos levar a considerar a reestruturação do fluxo de informações. Caros amigos, o julgamento imparcial das eventualidades promove a alavancagem das diversas correntes de pensamento. A certificação de metodologias que nos auxiliam a lidar com o surgimento do comércio virtual nos obriga à análise do remanejamento dos quadros funcionais.
Por conseguinte, o aumento do diálogo entre os diferentes setores produtivos obstaculiza a apreciação da importância do levantamento das variáveis envolvidas. O que temos que ter sempre em mente é que a consolidação das estruturas apresenta tendências no sentido de aprovar a manutenção dos relacionamentos verticais entre as hierarquias. Evidentemente, o desenvolvimento contínuo de distintas formas de atuação possibilita uma melhor visão global do sistema de participação geral. A prática cotidiana prova que a estrutura atual da organização acarreta um processo de reformulação e modernização da gestão inovadora da qual fazemos parte. No entanto, não podemos esquecer que a valorização de fatores subjetivos não pode mais se dissociar das direções preferenciais no sentido do progresso.
É claro que o início da atividade geral de formação de atitudes cumpre um papel essencial na formulação das posturas dos órgãos dirigentes com relação às suas atribuições. Assim mesmo, a contínua expansão de nossa atividade desafia a capacidade de equalização das regras de conduta normativas. É importante questionar o quanto a revolução dos costumes aponta para a melhoria dos procedimentos normalmente adotados. Todavia, a complexidade dos estudos efetuados exige a precisão e a definição dos índices pretendidos.
Desta maneira, a hegemonia do ambiente político oferece uma interessante oportunidade para verificação do orçamento setorial. Acima de tudo, é fundamental ressaltar que a crescente influência da mídia auxilia a preparação e a composição das condições inegavelmente apropriadas. Todas estas questões, devidamente ponderadas, levantam dúvidas sobre se a expansão dos mercados mundiais representa uma abertura para a melhoria de alternativas às soluções ortodoxas. Nunca é demais lembrar o peso e o significado destes problemas, uma vez que a consulta aos diversos militantes maximiza as possibilidades por conta do processo de comunicação como um todo.
No mundo atual, a mobilidade dos capitais internacionais facilita a criação das diretrizes de desenvolvimento para o futuro. A nível organizacional, o consenso sobre a necessidade de qualificação assume importantes posições no estabelecimento do retorno esperado a longo prazo. Do mesmo modo, o comprometimento entre as equipes prepara-nos para enfrentar situações atípicas decorrentes dos métodos utilizados na avaliação de resultados.
Gostaria de enfatizar que a constante divulgação das informações agrega valor ao estabelecimento das novas proposições. O incentivo ao avanço tecnológico, assim como o desafiador cenário globalizado garante a contribuição de um grupo importante na determinação do impacto na agilidade decisória. Percebemos, cada vez mais, que o novo modelo estrutural aqui preconizado faz parte de um processo de gerenciamento das formas de ação.
Neste sentido, o acompanhamento das preferências de consumo ainda não demonstrou convincentemente que vai participar na mudança de todos os recursos funcionais envolvidos. Por outro lado, a execução dos pontos do programa talvez venha a ressaltar a relatividade dos paradigmas corporativos.
Essa é a minha singela opinião sobre o caso. Espero que todos tenham entendido.
Abs.
Os Neocaretas
Geysi tem 20 anos, carnes fartas e – suprema arrogância – gosta de si a ponto de usar um vestido vermelho e curto, deixando de fora um bom
naco das coxas generosas. E vai vestida assim para a escola, justificando-se:
- Depois da aula vou numa festa.
Convenhamos: não é de bom tom ir à aula de minissaia, qualquer que seja a cor, certo? Pode provocar tumulto. E foi exatamente o que
aconteceu neste ano de 2009 do novo milênio. Além de usar a minissaia, Geysi subiu a rampa que dá acesso às salas de aula… E alguém
sentiu-se incomodado com o vestido e as coxas da moça e falou para outro alguém, que também se incomodou. Outros alguéns compartilharam da
incomodação e começaram a xingar a moça, juntando mais gente e encurralando-a numa sala de aula da universidade Uniban, em São Bernardo, SP.
Foi necessário que a polícia fosse chamada para Geysi ser retirada do local em segurança, vestindo um jaleco branco sobre o vestido escandaloso.
Pelas cenas, calculei que umas 300 pessoas estiveram envolvidas na confusão. Tenho certeza de que pelo menos 270 estavam no tumulto pelo
tumulto. Queriam fazer algazarra, tirar fotos e participar da bagunça. Mas alguns estavam realmente irados e dispostos a dar um corretivo na
moça que ousou usar uma minissaia na escola.
O ser humano em grupo é um perigo. Perde o senso do ridículo, o medo, a capacidade de usar a lógica e é capaz de cometer as maiores
barbaridades. É assim com as torcidas organizadas, nas brigas na balada, e com aqueles grupos de jovens que destroem os orelhões.
Em grupo, somos irracionais.
E ali, dentro de uma universidade, local que tradicionalmente chama a si a vanguarda pelas “lutas democráticas”, assistimos a uma
demonstração de intolerância, brutalidade e estupidez como há muito não se via. Provavelmente a maioria dos “defensores da moral e bons
costumes” eram garotos e garotas que não veem mal em dançar aqueles funks com letras pornográficas, navegar por sites de sacanagem, dar
audiência para a mulher melancia – que mostra o útero em rede nacional de televisão – ou consumir algumas substâncias pra “ficar mais
alegre”. Essa gente tão liberal ficou zangada com o vestido da Geysi. E decidiu partir para a porrada.
E o Brasil conheceu a versão atualizada dos cara-pintadas: os neocaretas.
Parece que apenas um professor defendeu a garota. Ninguém mais. Até dá para entender: o medo de apanhar pode ter espantado os defensores
habituais… Mas e depois? Cadê as declarações estridentes daquelas ONGs que defendem a mulher? Cadê as ameaças daqueles grupos que se
mobilizam pelos direitos humanos? Cadê a pastoral do bairro? Ninguém se manifestou. Geysi está só.
Geysi Arruda é a Geni do novo milênio. Mas, diferente da Geni da música de Chico Buarque, não sofre preconceito por ser prostituta. O mal de
Geysi é ser loira. Ter olhos claros. Não ser miserável. Não ser negra. Não ser homossexual. Não ser bolsista pelo sistema de cotas.
O pecado de Geysi é não defender alguma bandeira “dos oprimidos”.
No Afeganistão, ela teria sido apedrejada.
Ainda chegaremos lá.
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Esse é um texto que recebi hoje, escrito por Luciano Pires. O cara é foda! Vale a pena a visita ao site dele.





























