Archive for October, 2008
Personal Delorean
Eu não vejo a hora de ter o meu próprio Delorean. Fato é que eu não me arrependo de nada que eu fiz na minha vida, e sim das que deixei de fazer. Clichézão, eu sei! Felizmente ou infelizmente – eu ainda não descobri – eu sigo essa sentença, mas que as vezes dá uma vontade do cão de voltar no tempo e fazer algumas coisas diferentes, dá.
De novo, não me arrependo do que fiz, me arrependo da maneira com que eu ajo em determinadas situações. Posso ter uma vida bem resolvida, aparentar meus 28 anos(todo mundo diz que tenho isso), arriscar na vida, ser um tanto quanto mais maduro que muito cara de 28 anos(/modéstia à parte), mas o que me mata mesmo é quando estou apaixonado. Puta merda! Eu faço coisas que eu nem sei porque fiz. A questão não é o motivo que me levou ao ato, mas a maneira com que agi em relação ao fato.
Duas vezes na minha vida senti o que estou sentindo, hoje. A primeira foi… a primeira! Aquela de escola, guri de 12, 13 anos e tal. Só que aí, hoje, da mesma maneira eu estou fazendo as coisas como um guri de 14, 15 – vai, dá um desconto. Tem o seu lado bom disso e que eu tenho certeza que ela gosta.
Eu poderia ter evitado coisas, podia ter te poupado do stress, da angústia, da minha infantilidade, mas eu juro que não foi por mal, que dirá de propósito. Eu estava sem chão, sem saber pra onde correr, caindo eternamente no absoluto escuro sem ter qualquer ponto de referência, muito menos onde me agarrar. Achei algo, que não era o certo, me apeguei a isso e como todo bom adolescente não soube controlar as coisas que se sucederam. Até que as luzes se acenderam e eu estava no banheiro de “Jogos Mortais”, com o pé amarrado e você sumindo no horizonte. Exatamente, um filme de terror, angústia e medo pelo menos para mim.
É extremamente ruim saber o quão escroto e idiota reagi, eu choro por dentro. Choro por ter falado quando podia ter me recolhido a minha insignificância e ficado quieto. Por ter perdido uma oportunidade enorme de melhorar as coisas e quem sabe achar a luz de uma maneira menos impulsiva. Isso! Essa é a palavra: impulso! Eu não acredito muito nessas coisas de signo, mas malditos arianos impulsivos e orgulhosos. Orgulho, onde?
Desculpas? Eu peço, imploro, suplico… Se irá adiantar só o tempo vai nos dizer. É facil falar? É fácil pedir? Com certeza é, mas não quando vem do coração e pela primeira vez me arrependendo de verdade do que fiz.
Nessas horas que eu queria ter o meu “Personal Delorean” e voltar somente algumas horas no tempo para esse fato – ou quem sabe alguns dias – e fazer tudo diferente.
Top 6 Coisas que Eu Sinto Falta do RS
Após um ano em São Paulo, muita coisa já aconteceu: casei, separei, fiquei, apaixonei(suspiro), troquei de emprego – melhor, fui forçado a trocar – viajei, conheci gente, muita gente, fiz novos amigos, conheci coisas e lugares nunca antes imaginados, “whatever”. De certa forma me acostumei e muito com a cidade, que apesar de ter um ritmo e estrutura diferente do que eu estava acostumado lá na “província”, ela é acolhedora.
Sinto-me muito bem aqui, ainda que esteja sozinho nesse momento. Quando falo sozinho, me refiro a família e/ou alguém do meu lado, compartilhando conquistas, dores, felicidade, derrotas, filme francês ruim no MaxPrime sábado à noite, enfim. Amigos(as) sei que tenho uma “meia dúzia de dois ou três” que se eu ligar, vamos a Starbucks rir um pouco.
De qualquer forma, substituí muitas coisas que tinha lá na Província de São Pedro com algo semelhante aqui, mas algumas são insubstituíveis! Essas as quais eu listo abaixo.
Família

Mesmo tendo contato direto com as pessoas de lá falta aquele calor humano e o contato. Sempre fui muito ligado a minha família – mãe, avós, irmãos – gosto disso e se pudesse, e desse, trazia todos juntos para cá.
Amigos

Porra! Esse nem precisava falar, porque – bah! – é intrínseco que isso é foda. Aquela partida de WE/GH – que eu sempre ganhava – no sabadão de tarde, ou aquela de sinuca – que eu sempre perdia – no Pool no domingo de noite regado a Coca-Cola(pois é) e batata-frita, são coisas que sinceramente não tem preço. Fora, claro, uma boa saída fotográfica na Redenção.
Pôr-do-Sol no Guaíba

Sem a foto eu não teria como descrever o quanto é do caralho isso. A Usina do Gasômetro, num final de tarde domingo, mais precisamente as 18:22, é algo que alimenta a alma de uma forma sem precedentes. Podem me chamar de “viado” agora, mas vai afetar muito gaúcho também(sem piadas). O negócio simplesmente LOTA. Todo mundo curtindo um bom chimarrão na maior paz, muitas vezes depois de um bom Grenal, dividindo a mesma cuia. Simplesmente foda!
Viajar por…

Se tem uma coisa que eu gosto é pegar meu carro e sair por aí. Quando fiquei sabendo que vinha pra SP, imediatamente disse: “Vou de carro!”. Aproveita-se muito mais a viagem, curte a paisagem e tal. Assim como em qualquer lugar do Brasil, o RS tem coisas que tu é obrigado a parar o carro e ficar contemplando. A da foto acima, por exemplo, foi feita na viajem pra Cambará do Sul, aquela cidade que tem os canions na divisa com Santa Catarina, sabe?
Xis Galinha do King’s Kão

Eu como, e como MUITO. Não só eu, mas qualquer bom gaúcho come, minha filha. No meu caso tenho que manter minha barriga, que não é grande, mas é saliente. Visto isso, uma das coisas que eu mais senti diferença foi a comida. A falta de feijão preto nos restaurantes, uma boa pizza de picanha* regada com um bom catchup ou um ENORRRRRMMMMEEEEE Xis Galinha do King’s Kão. Engane-se você, paulista, que aqui em São Paulo tem xis galinha também. Convido a todos que quiserem ter essa experiência única de comer algo parecido com isso a uma viagem ao Rio Grande do Sul. Sirvo de guia, só não pago passagem. Ha!
Isso que aqui nem comentei o churrascão “roots” no meio do mato, na beira do rio que passa atrás da casa dos meus avós.
Trânsito

O grande mal da cidade grande. Cara isso é algo que não tem explicação. Imagine, paulista, ir do Morumbi a Guarulhos(40 kms) em 40 minutos as 18 horas da tarde(via marginais). Impossível, fato! Ok! Nem vou comparar a grandeza das cidades e “papapa”, mas isso é algo facilmente conseguível por lá. Nesse mesmo espaço de tempo aqui em SP, eu ando da Rebouças até Vl. Olímpia(6,5 kms). Complicadíssimo, não? Eu acho. Principalmente levando em conta que tenho pouca(pra não dizer nenhuma) paciência no trânsito.
Gauchada: aquela “tranquerinha” ali em Canoas de manhã e de tarde não é nada. Believe me! Ah! Quase ia me esquecendo da Free-Way em véspera de feriado. Troco de bala.
Tem muito mais coisas, muitas outras que eu nem lembro, porque já me acostumei. A questão é que sinto a falta, mas não penso em voltar em definitivo tão cedo. As oportunidades, determinadas pessoas e o crescimento proporcionado não tem explicação. Um dia voltarei, sim. Afinal meu objetivo sempre são as coisas que eu sou apaixonado e luto por isso.
* Sim paulistada, lá tem pizza de picanha, strogonoff, e muitas outras coisas que vocês acham bizarrices, incluindo o catchup. \o/
O que é… ?
O que é tão interessante?
Que nos faz perder o olhar,
perder de vista, viajar…
O que é tão lindo?
Que nos faz sorrir,
apaixonar…
O que é tão engraçado?
Que nos faz rir,
brincar, e quem sabe chorar…
O que é tão triste?
Que nos faz sofrer, por inúmeras razões,
que eu e você desconhecemos, mas há alguma explicação…
Por fim: o que nos interessa?
Para libertar/entregar/oferecer nosso coração em busca da felicidade, do amor.