Archive for November, 2008
Sutil
Estavam quentes aqueles dias. Aliás, Porto Alegre em fevereiro é um forno. Se tu acha que o Rio Grande do Sul é só frio, vai passar uma tarde de 40º ali no centro. Infelizmente o período de “oba-oba” das minhas férias tinha acabado. E como tava boa a praia: aquele sol, mar, amigas, marido, etc…
Nada é perfeito, fato. Eu e Pedro raramente conseguimos tirar férias juntos e enquanto eu estava derretendo ele devia estar lá na beira da praia, tomando uma cerveja e… não vou comentar, isso me deixa com ciúmes. Tu sabes que antes daquele verão eu não ficava pensando nessas coisas? Algo mudou, só ainda não sei o que é.
Felizmente morar no centro tem suas vantagens – óbvio, as desvantagens, mas ainda assim compensa – chego em casa do trabalho em 5 minutos a pé. Nesses 5 minutos a minha cabeça imagina tanta coisa e tem tantas idéias, que se fosse tentar colocá-las num papel seria impossível. Porém, aquele dia tinha um ar diferente, as idéias estavam mais e mais picantes. Queria chegar em casa e ter o Pedro me esperando. Enfim…
Apartamento sozinho, cheguei, tirei toda a roupa deixado somente a calcinha e o sutiã. Fui até a janela do quarto e a escancarei. Num relance, vejo através de uma fresta do prédio ao lado dois olhos me observando. Fechei a cortina rapidamente num reflexo absurdo:
- Mas o que seria isso? Que pouca vergonha? Me observando? Desde quando esse tarado fica me olhando? Meu deus! O que já devo ter feito que ele possa ter visto?!
Naquela quarta-feira os pensamentos ficaram martelando na minha cabeça. O dia inteiro. Até meu chefe notou que eu estava um tanto quanto desnorteada. Como reagir a noite? Vou ali no vizinho tirar satisfações? Estava indignada com a situação, mas não comentei com ninguém. Nem com a Júlia, que passou o dia me perguntando porque eu estava no mundo da lua.
Sabe aqueles 5 minutos? Pois é.
Abri devagar a cortina e em um movimento rápido pude ver que ele estava esperando. Acho que não viu que fiz isso. Deixei a cortina semi-aberta. De costas, tirei toda a roupa. Vestia apenas uma calcinha que mais parecia um fragmento de pano de tão pequena. Tinha que mostrar o meu bronzeado, não? Peguei a toalha e fui ao banheiro. A idéia de ser observada estava começando a me deixar a vontade. Estava ficando relaxada com a situação. Voltei só de hobbe e deitei sob a cama para olhar TV. Ele permanecia lá, com os olhos vidrados! Não conseguia combater minha timidez, mas ao mesmo tempo eu tinha uma sensação de superioridade e queria fazer aquilo. Minha mão tremia. Estava muito nervosa. Infelizmente eu estava gostando daquele joguinho. O que será que ele estaria pensando? O que será que estaria imaginando? Ele não tem filhos? Esposa? Será mesmo “ele” ou será “ela”??
Não importa. Num movimento sutil deixei meus seios se esgueirarem para o ar livre, ficando assim os mamilos enrijecidos com a excitação do momento. Fitava o prédio vizinho, de vez em quando. “O que poderia fazer?”, pensava. Peguei um livro e fui para a sala. Deixei o hobbe escorregar nos braços, deixando assim, meus ombros totalmente nús. Aquela luz incandescente do apartamento definia com perfeição as marcas da pele bronzeada e fazia com que meu busto rosado ganhasse uma forma que invejaria muita guria de 20 anos.
(continua…)
Por que reclamar?
Como a maioria aqui leu, tive alguns probleminhas com a Eletropaulo outro dia. Se você não leu, recomendo a leitura.
Bom, termino o post falando que entrei em contato com a ouvidoria, e eles me dariam a resposta em até 10 dias e bla bla bla. Pois bem, deram a tal resposta semana passada, mas na correria que eu tava com o Salão do Automóvel não tive tempo para explicar o desenrolar.
Sem mais delongas recebi o seguinte e-mail da ouvidoria:
Sr. Elieser, bom dia.
Em atenção a manifestação efetuada através da Ouvidoria sobre a ordem de serviço de religação de urgência ### de 15/10/2008 – 19h40min, para instalação cadastrada sob nº ### – PN ###, informamos que após apuração dos dados foram tomadas as medidas cabíveis.
Devido ao atraso na execução do serviço, que ocorreu em 16/10/2008, às 15h11min, através da ordem de serviço – religação normal – ###, estamos providenciando o crédito no valor total de R$ 128,00 (cento e vinte e oito reais) para a citada instalação, referente a penalidade por transgressão nos padrões individuais de qualidade, referente a quatro VUP’s (Valor Unitário de Penalidade – Religação de urgência = R$ 32,00), de acordo com o Anexo III do Contrato de Concessão nº 162/98.
Informamos ainda que estamos providenciando o crédito no valor de R$ 6,00 (seis reais) referente a taxa de serviço de religação normal cobrada na conta de Outubro de 2008.
Colocamo-nos à disposição para qualquer dúvida ou esclarecimento que se fizer necessário.
[excitação]Rá! Busquem porcos malditos! Rá![/excitação]
Expresso aqui a minha total admiração pela Eletropaulo que demonstrou ser uma empresa séria, pois eu sinceramente achei que minha reclamação iria simplesmente cair no esquecimento. Infelizmente eles não explicam exatamente o que aconteceu, mas… eu tenho certeza que “os peão” foram tomar cerveja e disseram que não tinha ninguém..
Eu juro que quase não liguei pra ouvidoria reclamar no outro dia. Na verdade conheço muita gente que simplesmente teria deixado passar, afinal já tinha pedido o religamento mesmo. Enfim…
Fica aqui o meu conselho: reclamem pessoas! Reclamem! Eu reclamo até do garçom se esse não me atender bem. Tenha em mente que se ele puder reclamar de alguma coisa que tu fez ou deixou de fazer, ele fará! Quem sabe assim a gente não melhora esses serviços oferecidos hoje em dia.
Expressem sua opinião, xinguem, reúnam uma galera em prol de um bem maior se for necessário. Por favor, não dêem uma de isentos se reunindo na frente da delegacia pela morte da… da… como era o nome mesmo da guria voadora? [/humornegro]
Esse é assunto para outro post, mas fica aqui o registro que mês que vem eu não pago energia elétrica. Rá!
Tem horas?
- Tens… horas? – perguntei a ele.
Não era uma pergunta como qualquer outra que tu ouve na rua todo dia. Eu estava num bar, na beira da praia em Tramandaí, a noite. Ele já havia me fitado quando entrou no bar. Aliás todos os homens do bar estavam com os olhos em mim. Estava me sentindo a “gostosona” do pedaço, afinal, meu vestido branco realçava minha pele morena daquele sol de janeiro. Júlia me ajudou com o modelito, ela inclusive me convenceu a isso. Arrumei coragem não sei daonde.
Desde que me conheço por gente, namoro Pedro, e agora com meus 33, já sou casada a 10 anos. Ele sempre foi o único na minha vida, o melhor, inclusive. Júlia tenta me convencer que existe coisa melhor nesse mundo, eu não acredito.
“Como você pode saber se só transou com ele?” – sempre ouço isso dela. Acho que sim, acho que ele é o melhor e sempre vai ser.
- Dez e quarenta. Tudo bom? – ele respondeu, sorridente e com uma voz de galã de novela, sabe?
Do “tudo bom” – somado a whiskes, caipira dentre outras coisas alcoólicas -, a ir pra casa dele foi um pulo! Nem sei como parei lá. Ele tomou todas as iniciativas, foi um “gentleman”, cuidou de mim. Adoro isso. O cuidado que o Pedro tem comigo não tem precedentes, acho que por essa (e outras coisas, claro) não brigamos e temos uma vida em casal de invejar muita gente.
Senti o corpo dele em cima de mim. Pele, carne, suor, tudo misturado. Aquele cheiro de perfume importado que eu tinha sentido no bar, se transformou num odor de colônia de 2 reais da pior qualidade.
Ato consumado e assinado eu “acordo” do meu transe. Tenho esse pequeno problema quando bebo: não perco a consciência das coisas, mas perco a conseqüência dos meus atos.
- VAGABUNDA! – grito – VAGABUNDA! VAGABUNDA!
Ele, que já havia dormido, acorda desesperado perguntando o que acontece. Saio em desespero porta afora do apartamento só com o vestido cobrindo meu corpo sem nem calçar os sapatos. Entrei no primeiro táxi que acidentalmente havia por ali.
- Júlia o que fiz?!
- Como assim, Andréia?
- Onde eu tava com a cabeça?
- O que aconteceu? Ele te fez alguma coisa?
- Não, não fez. Ou fez. Também não sei. Eu sou uma vagabunda mesmo. Como pude trair o Pedro?
- Que nada! Relaxa, guria. Tu só aproveitou a vida, isso é ótimo!
Já eram 8 horas da manhã de quinta-feira, peguei o telefone e liguei para o Pedro imediatamente:
- TE AMO! MUITO! – bradei, antes de qualquer alô que ele pudesse dar – TE AMO! Preciso de ti, vem pra cá hoje?!
- Não posso, amor. Tu sabe que trabalho amanhã. Não dá!
Desliguei. Ainda estava desesperada com o que aconteceu. Nunca tinha passado por aquilo, não sabia como reagir até então.
- Calma, Andréia. Calma. Hoje vamos sair pra jantar mais tarde e tu se acalma.
- Eu nem sei o nome dele. Se pedir pra eu voltar lá, nem sei mais onde é o apartamento. Sou uma legítima vagabunda.
- Para com isso! É nada!
De qualquer maneira fomos a um restaurante a noite. Pedimos ostras, que depois fiquei sabendo que são consideradas afrodisíacas. Já estava mais calma. Na mesa ao lado um homem solitário, aparentando seus 35 anos, calvo. Me olhava constantemente até que eu:
- Tens… horas?
Ausência
Sorry people!
Estou ausente e vou ficar ausente até final de semana que vem, provavelmente. Estou cobrindo fotograficamente/profissionalmente o Salão do Automóvel desse ano somado ao meu trabalho normal do dia-a-dia. Sendo assim, estou totalmente sem tempo para qualquer outra coisa a exemplo desse “esquecido” blog.
Relaxe, vá tirar umas férias – aproveite e assine o feed – e volte dentro de uns dias que esse salão vai render bastante história.
Enfim, quem quiser acompanhar a parte “não profissional” que tô fazendo por lá, é só acessar o meu flickr. Tenho certeza que é um bom colírio para os guris que acessam aqui.
See ya, people!