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Voltemos a Racionalidade

Monday, October 13th, 2008 | com destino, me&blog, mimimi, realidade | 5 Comments

Fato é que tenho uma grande facilidade de ligar o botão do “Foda-se”. Esses dias ouvi de uma grande amiga minha – que tem propriedade pra falar isso -, que tenho uma grande facilidade de descartar as pessoas e sinceramente eu não acho e explico.

Meu conceito de descartar as pessoas é muito mais mesquinho e menos interessante que o “Foda-se”. Descartar uma pessoa pra mim, é a simples sequências de fatos: fiquei, não gostei, não quero mais ver, tchau e “beijomeesquece”!

Hoje é um dia que eu estou ligando o maldito “Fuck Button”. Fiquei, gostei, me apaixonei. Ela me fez sentir coisas que não tinha sentido, ou fazia muito tempo que nem passava pela cabeça a possibilidade de acontecer novamente. O motivo que me levou a e esse sentimento eu sinceramente não sei explicar e nem quero. Me apego muito a pequenos detalhes, que normalmente ninguém vê ou simplesmente não dá bola. Quer saber, foi bom, mas isso não vem ao caso.

O que vem ao caso, é que eu estava jogando roleta russa com uma arma totalmente carregada. Oi? Eu sou burro? Sou, sim. Eu morria todas as vezes(óbvio), mas a vontade de te ver ao meu lado, ou pelo menos dar valor a minha existência e persistência, faziam eu renascer com mais força. Burrice para mim é isso, insistir no erro. Tinha uma força maior e uma vozinha no meu ouvido dizendo: “Vai! Tenta de novo! Olha como ela é parecida contigo! Sente a química que rola só de vocês se olharem!”. Por isso estava ali. Racionalmente meu cérebro me dizia: “Burro do caramba! Morra! Vai cuidar da tua vida. Vai viver!”. Devia ter escutado ele. Maldita hora que escolhi dar ouvidos ao coração.

Chega! Voltamos a racionalidade! Foda-se!

O sentimento está sendo trucidado no coração e ele está sangrando como nunca antes. Mais cedo ou mais tarde ele sumirá completamente e dará lugar a um novo, provavelmente maior e de duas vias. Fato que sou um romântico esperando a oportunidade certa para me agarrar com unhas e dentes na pessoa que eu estiver amando como se não houvesse o amanhã, mas dessa maneira não dá. Assim conseguirei ter o pensamento: “Termina logo, trabalho maldito, assim eu posso ir pra casa tomar um vinho e dançar ‘Concerto Pour Une Voix’ com a pessoa que eu amo”.

Foi! Adeus! Lamento e lamento muito. Fico chateado, triste, mas pelo menos posso dizer que tentei, dei o máximo de mim e não me arrependo de nada que fiz.

E assim segue a vida monótona…

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Personal Delorean

Saturday, October 11th, 2008 | com destino, me&blog, mimimi, sorry | 3 Comments

Eu não vejo a hora de ter o meu próprio Delorean. Fato é que eu não me arrependo de nada que eu fiz na minha vida, e sim das que deixei de fazer. Clichézão, eu sei! Felizmente ou infelizmente – eu ainda não descobri – eu sigo essa sentença, mas que as vezes dá uma vontade do cão de voltar no tempo e fazer algumas coisas diferentes, dá.

De novo, não me arrependo do que fiz, me arrependo da maneira com que eu ajo em determinadas situações. Posso ter uma vida bem resolvida, aparentar meus 28 anos(todo mundo diz que tenho isso), arriscar na vida, ser um tanto quanto mais maduro que muito cara de 28 anos(/modéstia à parte), mas o que me mata mesmo é quando estou apaixonado. Puta merda! Eu faço coisas que eu nem sei porque fiz. A questão não é o motivo que me levou ao ato, mas a maneira com que agi em relação ao fato.

Duas vezes na minha vida senti o que estou sentindo, hoje. A primeira foi… a primeira! Aquela de escola, guri de 12, 13 anos e tal. Só que aí, hoje, da mesma maneira eu estou fazendo as coisas como um guri de 14, 15 – vai, dá um desconto. Tem o seu lado bom disso e que eu tenho certeza que ela gosta.

Eu poderia ter evitado coisas, podia ter te poupado do stress, da angústia, da minha infantilidade, mas eu juro que não foi por mal, que dirá de propósito. Eu estava sem chão, sem saber pra onde correr, caindo eternamente no absoluto escuro sem ter qualquer ponto de referência, muito menos onde me agarrar. Achei algo, que não era o certo, me apeguei a isso e como todo bom adolescente não soube controlar as coisas que se sucederam. Até que as luzes se acenderam e eu estava no banheiro de “Jogos Mortais”, com o pé amarrado e você sumindo no horizonte. Exatamente, um filme de terror, angústia e medo pelo menos para mim.

É extremamente ruim saber o quão escroto e idiota reagi, eu choro por dentro. Choro por ter falado quando podia ter me recolhido a minha insignificância e ficado quieto. Por ter perdido uma oportunidade enorme de melhorar as coisas e quem sabe achar a luz de uma maneira menos impulsiva. Isso! Essa é a palavra: impulso! Eu não acredito muito nessas coisas de signo, mas malditos arianos impulsivos e orgulhosos. Orgulho, onde?

Desculpas? Eu peço, imploro, suplico… Se irá adiantar só o tempo vai nos dizer. É facil falar? É fácil pedir? Com certeza é, mas não quando vem do coração e pela primeira vez me arrependendo de verdade do que fiz.

Nessas horas que eu queria ter o meu “Personal Delorean” e voltar somente algumas horas no tempo para esse fato – ou quem sabe alguns dias – e fazer tudo diferente.

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Desorganização