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Adoro Meus Amigos – Pt II

Wednesday, February 11th, 2009 | conto, realidade, shithappens | 1 Comment

Continuando a série (capítulo 1 aqui) sobre o quanto eu sou legal com meus amigos, segue mais uma breve história.

Mais um fim-de-semana daqueles. Sem nada pra fazer e tal. Até aí tudo normal.
Eis que amigo “A” (usaremos letras pra preservar as devidas identidades):
- Bora sair? Jogar uma sinuca, pegar no taco e tal?!

[Pausa]
Piadas de duplo sentido já estão fazendo parte constante da minha vida, vide o #ahmuleke.
[/Pausa]

Beleza, liguei pro amigo “B”, peguei ele na Paulista(ui) e fomos segurar o taco na Augusta. O bar eu não lembro o nome, nem sei se tinha nome, mas era o único ali que tinha mesa sobrando, apesar de ser quente “bagarai” ter umas minas totalmente encachaçadas e tal, deu pra se divertir. Aliás esse é um espetáculo a parte, inclusive, pra outro post. Depois de eu mostrar todos as minhas habilidades em cima de uma mesa de sinuca (sem duplo sentido) saímos dali em busca de, como definiu “A”, peitos. (Sem duplo sentido, porque a moça mais bonita do lugar estava trajando um vestidinho verde, minúsculo. Seria “perfect” se ela não tivesse 1,95 metros e pesasse seus 110 kilos, nivelando por baixo)

Whatever.

Saímos em busca do maravilhoso mundo “peitoril and free as in beer” pelas ruas de SP. Primeira parada, óbvio, Augusta às 3 horas da manhã: NADA.
Amigo “A”, exclama:
- Já sei onde tem: na Av. Indianópolis. Já fui várias vezes lá.

Sim, meus senhores: eu sou um mero turista ainda nessa selva de pedras e não sabia o que estava por vir. “B” concordou e lá fomos nós “passear”. Eu podia ser preso nesse momento, visto que “B” é “de menor” ainda, ou seja, criança, ou se preferir leia: virgem.
Chegando na dita avenida e andando alguns metros nada existia, sendo assim, paramos num postinho pra tomar uma água, tirar outra do joelho e conversar com o atendente da lojinha. Sério! O rapaz que estava atendendo a loja do posto nunca ficou tão feliz na vida dele por entrarem 3 héteros (há controvérsias sobre “A” e “B”) aquela hora da manhã e ainda conversar normalmente.
- Água? Em 3 anos que trabalho aqui nunca entrou ninguém as 3 e meia da manhã e pegou água! – bradou o sujeito num tom de espanto que poderíamos ser canonizados ali, naquele momento por tamanha “santisse”.
Dali em diante a conversa desenrolou.

Saímos dali e em alguns minutos encontramos “quase” o que estávamos procurando. Digo “quase”, porque os seres que tinham peito, tinham algo a mais, se é que tu me entende.
- Calma! Calma. Sempre tem! Mais pra frente tu vai ver que vai melhorar. – explicou-se “A”.

Nesse caso as “mulheres” tinham algo a mais mesmo e era na frente, enfim. Já que tô no inferno…

Mais alguns metros e nos deparamos com a legítima e fidedigna “Parada Gay”. Caraleos alados, nunca ri tanto! Mentalize uma parada de ônibus… ok? Agora encha essa parada com GAYS! Claro! Parada Gay! Deviam ter uns 15 ali jogando purpurina pra tudo que era lado e muito provavelmente contando as experiências da noite. [/piadaRuim]
Fomos até o final e voltamos. Na volta “A” grita:
- Ali! Ali! Pára ali do lado!

“Neguin”, o caboclo falava mais grosso que o B.B. King com problemas na garganta. Como sou um amigo prestativo, fiquei ali esperando, afinal “A” estava numa conversa animada com o rapaz a moça.

Como um bom amigo que sou, assim que ele começou a se animar demais dei um toque nele e saímos dali.

Resumo a noite: mulheres ZERO. Avenida Indianópolis #FAIL! “A” queria mesmo era ver os homens travestidos e “B”… bom… “B” é virgem mesmo, o que ele ver ao vivo é lucro.

PS: pronto. Menos dois amigos no currículo. Hahaha!
PS2: Mãe, é tudo brincadeirinha tá?
PS3: ainda vou comprar um. De presente será bem aceito também. (D’oh!)

[Update: linkei o primeiro capítulo.]

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Sutil

Monday, November 17th, 2008 | conto, ficção | 2 Comments

Estavam quentes aqueles dias. Aliás, Porto Alegre em fevereiro é um forno. Se tu acha que o Rio Grande do Sul é só frio, vai passar uma tarde de 40º ali no centro. Infelizmente o período de “oba-oba” das minhas férias tinha acabado. E como tava boa a praia: aquele sol, mar, amigas, marido, etc…

Nada é perfeito, fato. Eu e Pedro raramente conseguimos tirar férias juntos e enquanto eu estava derretendo ele devia estar lá na beira da praia, tomando uma cerveja e… não vou comentar, isso me deixa com ciúmes. Tu sabes que antes daquele verão eu não ficava pensando nessas coisas? Algo mudou, só ainda não sei o que é.

Felizmente morar no centro tem suas vantagens – óbvio, as desvantagens, mas ainda assim compensa – chego em casa do trabalho em 5 minutos a pé. Nesses 5 minutos a minha cabeça imagina tanta coisa e tem tantas idéias, que se fosse tentar colocá-las num papel seria impossível. Porém, aquele dia tinha um ar diferente, as idéias estavam mais e mais picantes. Queria chegar em casa e ter o Pedro me esperando. Enfim…

Apartamento sozinho, cheguei, tirei toda a roupa deixado somente a calcinha e o sutiã. Fui até a janela do quarto e a escancarei. Num relance, vejo através de uma fresta do prédio ao lado dois olhos me observando. Fechei a cortina rapidamente num reflexo absurdo:
- Mas o que seria isso? Que pouca vergonha? Me observando? Desde quando esse tarado fica me olhando? Meu deus! O que já devo ter feito que ele possa ter visto?!

Naquela quarta-feira os pensamentos ficaram martelando na minha cabeça. O dia inteiro. Até meu chefe notou que eu estava um tanto quanto desnorteada. Como reagir a noite? Vou ali no vizinho tirar satisfações? Estava indignada com a situação, mas não comentei com ninguém. Nem com a Júlia, que passou o dia me perguntando porque eu estava no mundo da lua.

Sabe aqueles 5 minutos? Pois é.

Abri devagar a cortina e em um movimento rápido pude ver que ele estava esperando. Acho que não viu que fiz isso. Deixei a cortina semi-aberta. De costas, tirei toda a roupa. Vestia apenas uma calcinha que mais parecia um fragmento de pano de tão pequena. Tinha que mostrar o meu bronzeado, não? Peguei a toalha e fui ao banheiro. A idéia de ser observada estava começando a me deixar a vontade. Estava ficando relaxada com a situação. Voltei só de hobbe e deitei sob a cama para olhar TV. Ele permanecia lá, com os olhos vidrados! Não conseguia combater minha timidez, mas ao mesmo tempo eu tinha uma sensação de superioridade e queria fazer aquilo. Minha mão tremia. Estava muito nervosa. Infelizmente eu estava gostando daquele joguinho. O que será que ele estaria pensando? O que será que estaria imaginando? Ele não tem filhos? Esposa? Será mesmo “ele” ou será “ela”??

Não importa. Num movimento sutil deixei meus seios se esgueirarem para o ar livre, ficando assim os mamilos enrijecidos com a excitação do momento. Fitava o prédio vizinho, de vez em quando. “O que poderia fazer?”, pensava. Peguei um livro e fui para a sala. Deixei o hobbe escorregar nos braços, deixando assim, meus ombros totalmente nús. Aquela luz incandescente do apartamento definia com perfeição as marcas da pele bronzeada e fazia com que meu busto rosado ganhasse uma forma que invejaria muita guria de 20 anos.

(continua…)

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Tem horas?

Friday, November 7th, 2008 | conto, ficção, sem destino | 7 Comments

- Tens… horas? – perguntei a ele.
Não era uma pergunta como qualquer outra que tu ouve na rua todo dia. Eu estava num bar, na beira da praia em Tramandaí, a noite. Ele já havia me fitado quando entrou no bar. Aliás todos os homens do bar estavam com os olhos em mim. Estava me sentindo a “gostosona” do pedaço, afinal, meu vestido branco realçava minha pele morena daquele sol de janeiro. Júlia me ajudou com o modelito, ela inclusive me convenceu a isso. Arrumei coragem não sei daonde.

Desde que me conheço por gente, namoro Pedro, e agora com meus 33, já sou casada a 10 anos. Ele sempre foi o único na minha vida, o melhor, inclusive. Júlia tenta me convencer que existe coisa melhor nesse mundo, eu não acredito.
“Como você pode saber se só transou com ele?” – sempre ouço isso dela. Acho que sim, acho que ele é o melhor e sempre vai ser.

- Dez e quarenta. Tudo bom? – ele respondeu, sorridente e com uma voz de galã de novela, sabe?

Do “tudo bom” – somado a whiskes, caipira dentre outras coisas alcoólicas -, a ir pra casa dele foi um pulo! Nem sei como parei lá. Ele tomou todas as iniciativas, foi um “gentleman”, cuidou de mim. Adoro isso. O cuidado que o Pedro tem comigo não tem precedentes, acho que por essa (e outras coisas, claro) não brigamos e temos uma vida em casal de invejar muita gente.
Senti o corpo dele em cima de mim. Pele, carne, suor, tudo misturado. Aquele cheiro de perfume importado que eu tinha sentido no bar, se transformou num odor de colônia de 2 reais da pior qualidade.
Ato consumado e assinado eu “acordo” do meu transe. Tenho esse pequeno problema quando bebo: não perco a consciência das coisas, mas perco a conseqüência dos meus atos.

- VAGABUNDA! – grito – VAGABUNDA! VAGABUNDA!

Ele, que já havia dormido, acorda desesperado perguntando o que acontece. Saio em desespero porta afora do apartamento só com o vestido cobrindo meu corpo sem nem calçar os sapatos. Entrei no primeiro táxi que acidentalmente havia por ali.

- Júlia o que fiz?!
- Como assim, Andréia?
- Onde eu tava com a cabeça?
- O que aconteceu? Ele te fez alguma coisa?
- Não, não fez. Ou fez. Também não sei. Eu sou uma vagabunda mesmo. Como pude trair o Pedro?
- Que nada! Relaxa, guria. Tu só aproveitou a vida, isso é ótimo!

Já eram 8 horas da manhã de quinta-feira, peguei o telefone e liguei para o Pedro imediatamente:
- TE AMO! MUITO! – bradei, antes de qualquer alô que ele pudesse dar – TE AMO! Preciso de ti, vem pra cá hoje?!
- Não posso, amor. Tu sabe que trabalho amanhã. Não dá!

Desliguei. Ainda estava desesperada com o que aconteceu. Nunca tinha passado por aquilo, não sabia como reagir até então.

- Calma, Andréia. Calma. Hoje vamos sair pra jantar mais tarde e tu se acalma.
- Eu nem sei o nome dele. Se pedir pra eu voltar lá, nem sei mais onde é o apartamento. Sou uma legítima vagabunda.
- Para com isso! É nada!

De qualquer maneira fomos a um restaurante a noite. Pedimos ostras, que depois fiquei sabendo que são consideradas afrodisíacas. Já estava mais calma. Na mesa ao lado um homem solitário, aparentando seus 35 anos, calvo. Me olhava constantemente até que eu:

- Tens… horas?

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Saturday, September 20th, 2008 | conto, ficção | 3 Comments

Eu deveria estar escrevendo, mas peraí, estou sem dedos.
Não, eu estou sem corpo!
Opa, não enxergo, é isso, estou sem olhos!
Hey! Na verdade minha cabeça sumiu.
Como o sangue não está jorrando?
Ahn? Não tenho mais meu coração?!
- Ei moça! Volta aqui! Devolve meu coração!



Desorganização