sem destino

Carta de Amor para Ninguém

Monday, June 22nd, 2009 | me&blog, mimimi, sem destino | 4 Comments

“How I wish you were here”…

Assim que começa o sentimento de te querer por perto em todos os momentos da minha vida. Você se tornou a pessoa que povoa todos os meus movimentos, as minhas palavras, as minhas ações. Você não tem noção do quanto isso me faz bem, me faz sentir renovado por algo que a muito tempo não sentia. Aliás, agora é mais forte… esquece!

A sensação que tenho é muito mais que meras medições infundadas.

Hoje eu vejo que o amor é algo que se tem ou não tem. Como um botão liga e desliga, que por sinal agora está ligado. Foi ligado por ti e vai ficar ligado para ti, pelo resto da vida. Consigo ter a certeza que isso é único, é só uma vez e é maravilhoso. Consigo me imaginar ao seu lado nesse momento, amanhã e em todos os futuros momentos da minha vida. Não que ela seja grande coisa, ela não é. Me tornei algo simplesmente por você cruzar ela aquele dia. Minha alma se enxeu de alegria e desde então cada dia que te conheço mais e mais tenho a vontade de te reconquistar, todo santo dia, pelo resto da vida se assim for possível.

A teu sorriso me contagia, teu cheiro me inebria… a tua beleza me deixa louco. Os teus olhos, eu tenho medo de ficar olhando diretamente para eles. Eles transmitem a leveza e sinceridade da sua alma, deixam transparecer tudo o que tu tem de mais belo por dentro e sendo assim sou fisgado e levado a um mundo onde tudo é perfeito, fácil, o que há de mais doce pode ser concretizado.

Nesses segundos, minutos, horas eu consigo esquecer que o mundo existe, consigo deixar tudo de lado e simplesmente viver um mundo onde só o que importa é o nosso amor. Só importa eu você e o que somos um para o outro. Meu coração está completo, eu me sinto totalmente completo ao seu lado. Aliás… coração? Oi?

Eu acordo pensando em ti…
Eu tomo café pensando em ti…
Eu almoço pensando em ti…
Eu trabalho pensando em ti…
Eu vou pra casa pensando em ti…
Eu durmo pensando em ti…
Eu sonho e me realizo te vendo aqui.

“Everything about you is so easy to love[...]“

24 – Veado!

Tuesday, March 24th, 2009 | me&blog, realidade, sem destino, shithappens | 3 Comments

Pois é macacada. A vida é dura e envelhece a gente. Se você está lendo isso na expectativa de eu assumir qualquer coisa e sair do armário, pode tirar o cavalo da chuva.

Por um acaso da humanidade, hoje completo alguns 24 anos de vida, em pleno dia 24. Só faltava ser em 2024. Aliás, coitado do ser que nasceu 24 de março de 2000. Enfim…
Fato é que hoje estarei escutando TODAS as piadinhas infames e já batidas devido a idade e só garanto uma coisa: minha opção sexual está devidamente acertada e garantida pro resto da vida. =D

De qualquer forma agradeço de antemão todos os parabéns, felicidades, votos disso e daquilo, mas o que to precisando mesmo é dinheiro. =P

Esse post é só pra ficar uma nota aqui e atualizar um pouco essa budega. ;)

Abraços!

Por que reclamar?

Tuesday, November 11th, 2008 | me&blog, opinião, realidade, sem destino | 2 Comments

Como a maioria aqui leu, tive alguns probleminhas com a Eletropaulo outro dia. Se você não leu, recomendo a leitura.

Bom, termino o post falando que entrei em contato com a ouvidoria, e eles me dariam a resposta em até 10 dias e bla bla bla. Pois bem, deram a tal resposta semana passada, mas na correria que eu tava com o Salão do Automóvel não tive tempo para explicar o desenrolar.

Sem mais delongas recebi o seguinte e-mail da ouvidoria:

Sr. Elieser, bom dia.

Em atenção a manifestação efetuada através da Ouvidoria sobre a ordem de serviço de religação de urgência ### de 15/10/2008 – 19h40min, para instalação cadastrada sob nº ### – PN ###, informamos que após apuração dos dados foram tomadas as medidas cabíveis.

Devido ao atraso na execução do serviço, que ocorreu em 16/10/2008, às 15h11min, através da ordem de serviço – religação normal – ###, estamos providenciando o crédito no valor total de R$ 128,00 (cento e vinte e oito reais) para a citada instalação, referente a penalidade por transgressão nos padrões individuais de qualidade, referente a quatro VUP’s (Valor Unitário de Penalidade – Religação de urgência = R$ 32,00), de acordo com o Anexo III do Contrato de Concessão nº 162/98.

Informamos ainda que estamos providenciando o crédito no valor de R$ 6,00 (seis reais) referente a taxa de serviço de religação normal cobrada na conta de Outubro de 2008.

Colocamo-nos à disposição para qualquer dúvida ou esclarecimento que se fizer necessário.

[excitação]Rá! Busquem porcos malditos! Rá![/excitação]

Expresso aqui a minha total admiração pela Eletropaulo que demonstrou ser uma empresa séria, pois eu sinceramente achei que minha reclamação iria simplesmente cair no esquecimento. Infelizmente eles não explicam exatamente o que aconteceu, mas… eu tenho certeza que “os peão” foram tomar cerveja e disseram que não tinha ninguém..
Eu juro que quase não liguei pra ouvidoria reclamar no outro dia. Na verdade conheço muita gente que simplesmente teria deixado passar, afinal já tinha pedido o religamento mesmo. Enfim…

Fica aqui o meu conselho: reclamem pessoas! Reclamem! Eu reclamo até do garçom se esse não me atender bem. Tenha em mente que se ele puder reclamar de alguma coisa que tu fez ou deixou de fazer, ele fará! Quem sabe assim a gente não melhora esses serviços oferecidos hoje em dia.

Expressem sua opinião, xinguem, reúnam uma galera em prol de um bem maior se for necessário. Por favor, não dêem uma de isentos se reunindo na frente da delegacia pela morte da… da… como era o nome mesmo da guria voadora? [/humornegro]

Esse é assunto para outro post, mas fica aqui o registro que mês que vem eu não pago energia elétrica. Rá!

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Tem horas?

Friday, November 7th, 2008 | conto, ficção, sem destino | 7 Comments

- Tens… horas? – perguntei a ele.
Não era uma pergunta como qualquer outra que tu ouve na rua todo dia. Eu estava num bar, na beira da praia em Tramandaí, a noite. Ele já havia me fitado quando entrou no bar. Aliás todos os homens do bar estavam com os olhos em mim. Estava me sentindo a “gostosona” do pedaço, afinal, meu vestido branco realçava minha pele morena daquele sol de janeiro. Júlia me ajudou com o modelito, ela inclusive me convenceu a isso. Arrumei coragem não sei daonde.

Desde que me conheço por gente, namoro Pedro, e agora com meus 33, já sou casada a 10 anos. Ele sempre foi o único na minha vida, o melhor, inclusive. Júlia tenta me convencer que existe coisa melhor nesse mundo, eu não acredito.
“Como você pode saber se só transou com ele?” – sempre ouço isso dela. Acho que sim, acho que ele é o melhor e sempre vai ser.

- Dez e quarenta. Tudo bom? – ele respondeu, sorridente e com uma voz de galã de novela, sabe?

Do “tudo bom” – somado a whiskes, caipira dentre outras coisas alcoólicas -, a ir pra casa dele foi um pulo! Nem sei como parei lá. Ele tomou todas as iniciativas, foi um “gentleman”, cuidou de mim. Adoro isso. O cuidado que o Pedro tem comigo não tem precedentes, acho que por essa (e outras coisas, claro) não brigamos e temos uma vida em casal de invejar muita gente.
Senti o corpo dele em cima de mim. Pele, carne, suor, tudo misturado. Aquele cheiro de perfume importado que eu tinha sentido no bar, se transformou num odor de colônia de 2 reais da pior qualidade.
Ato consumado e assinado eu “acordo” do meu transe. Tenho esse pequeno problema quando bebo: não perco a consciência das coisas, mas perco a conseqüência dos meus atos.

- VAGABUNDA! – grito – VAGABUNDA! VAGABUNDA!

Ele, que já havia dormido, acorda desesperado perguntando o que acontece. Saio em desespero porta afora do apartamento só com o vestido cobrindo meu corpo sem nem calçar os sapatos. Entrei no primeiro táxi que acidentalmente havia por ali.

- Júlia o que fiz?!
- Como assim, Andréia?
- Onde eu tava com a cabeça?
- O que aconteceu? Ele te fez alguma coisa?
- Não, não fez. Ou fez. Também não sei. Eu sou uma vagabunda mesmo. Como pude trair o Pedro?
- Que nada! Relaxa, guria. Tu só aproveitou a vida, isso é ótimo!

Já eram 8 horas da manhã de quinta-feira, peguei o telefone e liguei para o Pedro imediatamente:
- TE AMO! MUITO! – bradei, antes de qualquer alô que ele pudesse dar – TE AMO! Preciso de ti, vem pra cá hoje?!
- Não posso, amor. Tu sabe que trabalho amanhã. Não dá!

Desliguei. Ainda estava desesperada com o que aconteceu. Nunca tinha passado por aquilo, não sabia como reagir até então.

- Calma, Andréia. Calma. Hoje vamos sair pra jantar mais tarde e tu se acalma.
- Eu nem sei o nome dele. Se pedir pra eu voltar lá, nem sei mais onde é o apartamento. Sou uma legítima vagabunda.
- Para com isso! É nada!

De qualquer maneira fomos a um restaurante a noite. Pedimos ostras, que depois fiquei sabendo que são consideradas afrodisíacas. Já estava mais calma. Na mesa ao lado um homem solitário, aparentando seus 35 anos, calvo. Me olhava constantemente até que eu:

- Tens… horas?

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Desorganização