rir

Adoro Meus Amigos

Saturday, January 10th, 2009 | realidade, shithappens | 7 Comments

Numa bela noite de sexta-feira, estava eu e um amigo passeando pela Augusta e rindo das cenas bizarras que só lá poderíamos ver.
Num determinado momento ele grita para eu parar que ele ia conversar com uma moça.

[Pausa]
Para quem não sabe, ou está um pouquinho desinformado, a Augusta é um antro de moças fáceis, aquelas que trocam dinheiro, moças da vida, enfim…
[/Pausa]

- Oi, tudo bem? Qual seu nome?
- Oi tudo… meu nome é Lara.
[...]
- Lara, esse mundo está um tanto quanto confuso, hoje em dia e “cê” sabe, né: até os grandes estão se confundindo. Conta pra mim, você é homem ou mulher?
- Todinha mulher… – piscadinha cretina e uma voltinha
- Ótimo, muito bom, e cá pra nós: quanto é o esquema?
- Oitenta reais, uma hora. Com direito a: massagem e silicone nos peitos, tudo bem gostoso.
Ela continuou:
- Mais 20 reais do hotel. Estacionamento incluído! Pode pagar tudo no crédito se quiser.

Eu me perguntei por “n” vezes o que seria silicone no peito. Dela? Ela ia me lambuzar de silicone? Enfim. Outra questão que me veio a cabeça foi: qual seria o nível do hotel citado. Imagine: um estacionamento na Augusta gira em torno de R$ 10, ou seja, sobraria pro dito “hotel” R$ 10. Fácil de deduzir, não?

- Ah não, Lara. R$ 100 eu não tenho. Fica complicado.
- O que você faz?
- Ele troca galão dágua na agência que ele trabalha – eu gritei do meu lugar, como se não houvesse o amanhã.
- Ah tá. Faz assim: quando “cê” tiver, você volta aqui. Anota aí meu telefone…
- Não precisa não, moça. – eu de novo – Ele queria as amigas do Ronaldo mesmo. Vou largar ele ali na Frei Caneca* pra ele se divertir!

A mina olhou pra ele com uma cara de “arram, safadinho. eu sabia”. Depois disso acho que ele não vai mais querer passear na Augusta comigo. =D

* Frei Caneca é um local, onde os moradores da rua já quiseram batizar de “Rua dos Gays” ou coisa parecida. ;)

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Top 6 Coisas que Eu Sinto Falta do RS

Tuesday, October 7th, 2008 | me&blog, opinião, realidade | 12 Comments

Após um ano em São Paulo, muita coisa já aconteceu: casei, separei, fiquei, apaixonei(suspiro), troquei de emprego – melhor, fui forçado a trocar – viajei, conheci gente, muita gente, fiz novos amigos, conheci coisas e lugares nunca antes imaginados, “whatever”. De certa forma me acostumei e muito com a cidade, que apesar de ter um ritmo e estrutura diferente do que eu estava acostumado lá na “província”, ela é acolhedora.

Sinto-me muito bem aqui, ainda que esteja sozinho nesse momento. Quando falo sozinho, me refiro a família e/ou alguém do meu lado, compartilhando conquistas, dores, felicidade, derrotas, filme francês ruim no MaxPrime sábado à noite, enfim. Amigos(as) sei que tenho uma “meia dúzia de dois ou três” que se eu ligar, vamos a Starbucks rir um pouco.

De qualquer forma, substituí muitas coisas que tinha lá na Província de São Pedro com algo semelhante aqui, mas algumas são insubstituíveis! Essas as quais eu listo abaixo.

Família






Mesmo tendo contato direto com as pessoas de lá falta aquele calor humano e o contato. Sempre fui muito ligado a minha família – mãe, avós, irmãos – gosto disso e se pudesse, e desse, trazia todos juntos para cá.



Amigos






Porra! Esse nem precisava falar, porque – bah! – é intrínseco que isso é foda. Aquela partida de WE/GH – que eu sempre ganhava – no sabadão de tarde, ou aquela de sinuca – que eu sempre perdia – no Pool no domingo de noite regado a Coca-Cola(pois é) e batata-frita, são coisas que sinceramente não tem preço. Fora, claro, uma boa saída fotográfica na Redenção.



Pôr-do-Sol no Guaíba






Sem a foto eu não teria como descrever o quanto é do caralho isso. A Usina do Gasômetro, num final de tarde domingo, mais precisamente as 18:22, é algo que alimenta a alma de uma forma sem precedentes. Podem me chamar de “viado” agora, mas vai afetar muito gaúcho também(sem piadas). O negócio simplesmente LOTA. Todo mundo curtindo um bom chimarrão na maior paz, muitas vezes depois de um bom Grenal, dividindo a mesma cuia. Simplesmente foda!



Viajar por…






Se tem uma coisa que eu gosto é pegar meu carro e sair por aí. Quando fiquei sabendo que vinha pra SP, imediatamente disse: “Vou de carro!”. Aproveita-se muito mais a viagem, curte a paisagem e tal. Assim como em qualquer lugar do Brasil, o RS tem coisas que tu é obrigado a parar o carro e ficar contemplando. A da foto acima, por exemplo, foi feita na viajem pra Cambará do Sul, aquela cidade que tem os canions na divisa com Santa Catarina, sabe?



Xis Galinha do King’s Kão






Eu como, e como MUITO. Não só eu, mas qualquer bom gaúcho come, minha filha. No meu caso tenho que manter minha barriga, que não é grande, mas é saliente. Visto isso, uma das coisas que eu mais senti diferença foi a comida. A falta de feijão preto nos restaurantes, uma boa pizza de picanha* regada com um bom catchup ou um ENORRRRRMMMMEEEEE Xis Galinha do King’s Kão. Engane-se você, paulista, que aqui em São Paulo tem xis galinha também. Convido a todos que quiserem ter essa experiência única de comer algo parecido com isso a uma viagem ao Rio Grande do Sul. Sirvo de guia, só não pago passagem. Ha!
Isso que aqui nem comentei o churrascão “roots” no meio do mato, na beira do rio que passa atrás da casa dos meus avós.



Trânsito






O grande mal da cidade grande. Cara isso é algo que não tem explicação. Imagine, paulista, ir do Morumbi a Guarulhos(40 kms) em 40 minutos as 18 horas da tarde(via marginais). Impossível, fato! Ok! Nem vou comparar a grandeza das cidades e “papapa”, mas isso é algo facilmente conseguível por lá. Nesse mesmo espaço de tempo aqui em SP, eu ando da Rebouças até Vl. Olímpia(6,5 kms). Complicadíssimo, não? Eu acho. Principalmente levando em conta que tenho pouca(pra não dizer nenhuma) paciência no trânsito.
Gauchada: aquela “tranquerinha” ali em Canoas de manhã e de tarde não é nada. Believe me! Ah! Quase ia me esquecendo da Free-Way em véspera de feriado. Troco de bala.



Tem muito mais coisas, muitas outras que eu nem lembro, porque já me acostumei. A questão é que sinto a falta, mas não penso em voltar em definitivo tão cedo. As oportunidades, determinadas pessoas e o crescimento proporcionado não tem explicação. Um dia voltarei, sim. Afinal meu objetivo sempre são as coisas que eu sou apaixonado e luto por isso.



* Sim paulistada, lá tem pizza de picanha, strogonoff, e muitas outras coisas que vocês acham bizarrices, incluindo o catchup. \o/

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Das Coisas que Só Acontecem Comigo

Tuesday, September 9th, 2008 | conto, me&blog, realidade | 4 Comments

Um belo meio-dia de terça-feira, estou almoçando com meus colegas de trabalho num restaurante de uma grande rede de pizzarias, quando o meu telefone celular toca. Era de um número que eu nunca vi na vida, mas às 10 horas da manhã já havia tentando o contato comigo sem sucesso.

Prontamente eu, na minha grande educação:
- Alô?
A voz era de um senhor, digamos com seus 60 anos, do outro lado:
- Ahm… Oi tudo bem?
- Tudo bem.
- Com quem eu to falando?
Nunca, mas nunca mesmo fale o seu nome nesse momento! Normalmente as surpresas não são muito boas. Seja educado e retruque:
- Com quem tu quer falar?
Comecei a notar um certo tom de vergonha na voz do rapaz, mas não dei bola:
- Ahm… er… É que eu peguei esse telefone lá na prefeitura(??) e dizia… (Pausa. Aqui ele falou DUAS vezes alguma coisa que eu não consegui de maneira nenhuma compreender).
- Desculpa, mas não consegui entender. Enfim, o que o senhor gostaria?
Hesitou 2 segundos, e:
- Ahm. Você faz programa?!
Para tudo! Melhor, eu devia ter parado tudo por aqui. Como sou um menino inocente(cof, cof) e desenvolvedor de programas/sites(literalmente um moço que troca serviços por dinheiro), pensei se tratar de alguma proposta de emprego/freela bizarro, sei lá. Ao mesmo tempo que esse pensamento veio a mente, o lado espírito de porco também. Nesses casos o que se faz? Um pergunta que pode ter várias respostas:
- Que tipo de programa?

(10 segundos de pausa, sério! Esse foi o único momento da minha vida que eu queria ter visto a minha cara.)

- Hm… Er… Desculpa eu entrar assim na sua intimidade(pausa), mas você é homossexual?!

-QUE?!!?!?! Assim? Sem nem uma jantinha antes?

Tá, esse foi o segundo momento da vida que queria ter visto a minha expressão. Simplesmente desandei a rir muito. Pensando agora, eu não sei se era de vergonha alheia, ou própria. Todo mundo do restaurante parou. Meus colegas me olharam com aquela cara de: “ahm? tá loco?”. Se eu tivesse apertado pra ir no banheiro, certamente teria acontecido um acidente.
Eu não sei quanto tempo fiquei rindo da situação, mas após um bom tempo, eu só consegui responder um sonoro:

-NÃO!!

O velho viado resmungou alguma coisa que eu não consegui prestar atenção, mas era algo tipo “desculpa, liguei errado”.
Agora eu fico pensando: eu sabia que ia dar merda, porque continuei?

PS1: Esqueci de pegar o nome do “véio”, mas ainda tenho o telefone em “ligações recebidas” se alguém tiver interesse em ganhar um dinheiro extra.

PS2: tenho até medo do que o AdSense me reserva para esse post. Ainda não aprendi a usar direito ele, então seja o que Deus quiser.

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Desorganização