vida
Adoro Meus Amigos – Pt II
Continuando a série (capítulo 1 aqui) sobre o quanto eu sou legal com meus amigos, segue mais uma breve história.
Mais um fim-de-semana daqueles. Sem nada pra fazer e tal. Até aí tudo normal.
Eis que amigo “A” (usaremos letras pra preservar as devidas identidades):
- Bora sair? Jogar uma sinuca, pegar no taco e tal?!
[Pausa]
Piadas de duplo sentido já estão fazendo parte constante da minha vida, vide o #ahmuleke.
[/Pausa]
Beleza, liguei pro amigo “B”, peguei ele na Paulista(ui) e fomos segurar o taco na Augusta. O bar eu não lembro o nome, nem sei se tinha nome, mas era o único ali que tinha mesa sobrando, apesar de ser quente “bagarai” ter umas minas totalmente encachaçadas e tal, deu pra se divertir. Aliás esse é um espetáculo a parte, inclusive, pra outro post. Depois de eu mostrar todos as minhas habilidades em cima de uma mesa de sinuca (sem duplo sentido) saímos dali em busca de, como definiu “A”, peitos. (Sem duplo sentido, porque a moça mais bonita do lugar estava trajando um vestidinho verde, minúsculo. Seria “perfect” se ela não tivesse 1,95 metros e pesasse seus 110 kilos, nivelando por baixo)
Whatever.
Saímos em busca do maravilhoso mundo “peitoril and free as in beer” pelas ruas de SP. Primeira parada, óbvio, Augusta às 3 horas da manhã: NADA.
Amigo “A”, exclama:
- Já sei onde tem: na Av. Indianópolis. Já fui várias vezes lá.
Sim, meus senhores: eu sou um mero turista ainda nessa selva de pedras e não sabia o que estava por vir. “B” concordou e lá fomos nós “passear”. Eu podia ser preso nesse momento, visto que “B” é “de menor” ainda, ou seja, criança, ou se preferir leia: virgem.
Chegando na dita avenida e andando alguns metros nada existia, sendo assim, paramos num postinho pra tomar uma água, tirar outra do joelho e conversar com o atendente da lojinha. Sério! O rapaz que estava atendendo a loja do posto nunca ficou tão feliz na vida dele por entrarem 3 héteros (há controvérsias sobre “A” e “B”) aquela hora da manhã e ainda conversar normalmente.
- Água? Em 3 anos que trabalho aqui nunca entrou ninguém as 3 e meia da manhã e pegou água! – bradou o sujeito num tom de espanto que poderíamos ser canonizados ali, naquele momento por tamanha “santisse”.
Dali em diante a conversa desenrolou.
Saímos dali e em alguns minutos encontramos “quase” o que estávamos procurando. Digo “quase”, porque os seres que tinham peito, tinham algo a mais, se é que tu me entende.
- Calma! Calma. Sempre tem! Mais pra frente tu vai ver que vai melhorar. – explicou-se “A”.
Nesse caso as “mulheres” tinham algo a mais mesmo e era na frente, enfim. Já que tô no inferno…
Mais alguns metros e nos deparamos com a legítima e fidedigna “Parada Gay”. Caraleos alados, nunca ri tanto! Mentalize uma parada de ônibus… ok? Agora encha essa parada com GAYS! Claro! Parada Gay! Deviam ter uns 15 ali jogando purpurina pra tudo que era lado e muito provavelmente contando as experiências da noite. [/piadaRuim]
Fomos até o final e voltamos. Na volta “A” grita:
- Ali! Ali! Pára ali do lado!
“Neguin”, o caboclo falava mais grosso que o B.B. King com problemas na garganta. Como sou um amigo prestativo, fiquei ali esperando, afinal “A” estava numa conversa animada com o rapaz a moça.
Como um bom amigo que sou, assim que ele começou a se animar demais dei um toque nele e saímos dali.
Resumo a noite: mulheres ZERO. Avenida Indianópolis #FAIL! “A” queria mesmo era ver os homens travestidos e “B”… bom… “B” é virgem mesmo, o que ele ver ao vivo é lucro.
PS: pronto. Menos dois amigos no currículo. Hahaha!
PS2: Mãe, é tudo brincadeirinha tá?
PS3: ainda vou comprar um. De presente será bem aceito também. (D’oh!)
[Update: linkei o primeiro capítulo.]
Adoro Meus Amigos
Numa bela noite de sexta-feira, estava eu e um amigo passeando pela Augusta e rindo das cenas bizarras que só lá poderíamos ver.
Num determinado momento ele grita para eu parar que ele ia conversar com uma moça.
[Pausa]
Para quem não sabe, ou está um pouquinho desinformado, a Augusta é um antro de moças fáceis, aquelas que trocam dinheiro, moças da vida, enfim…
[/Pausa]
- Oi, tudo bem? Qual seu nome?
- Oi tudo… meu nome é Lara.
[...]
- Lara, esse mundo está um tanto quanto confuso, hoje em dia e “cê” sabe, né: até os grandes estão se confundindo. Conta pra mim, você é homem ou mulher?
- Todinha mulher… – piscadinha cretina e uma voltinha
- Ótimo, muito bom, e cá pra nós: quanto é o esquema?
- Oitenta reais, uma hora. Com direito a: massagem e silicone nos peitos, tudo bem gostoso.
Ela continuou:
- Mais 20 reais do hotel. Estacionamento incluído! Pode pagar tudo no crédito se quiser.
Eu me perguntei por “n” vezes o que seria silicone no peito. Dela? Ela ia me lambuzar de silicone? Enfim. Outra questão que me veio a cabeça foi: qual seria o nível do hotel citado. Imagine: um estacionamento na Augusta gira em torno de R$ 10, ou seja, sobraria pro dito “hotel” R$ 10. Fácil de deduzir, não?
- Ah não, Lara. R$ 100 eu não tenho. Fica complicado.
- O que você faz?
- Ele troca galão dágua na agência que ele trabalha – eu gritei do meu lugar, como se não houvesse o amanhã.
- Ah tá. Faz assim: quando “cê” tiver, você volta aqui. Anota aí meu telefone…
- Não precisa não, moça. – eu de novo – Ele queria as amigas do Ronaldo mesmo. Vou largar ele ali na Frei Caneca* pra ele se divertir!
A mina olhou pra ele com uma cara de “arram, safadinho. eu sabia”. Depois disso acho que ele não vai mais querer passear na Augusta comigo. =D
* Frei Caneca é um local, onde os moradores da rua já quiseram batizar de “Rua dos Gays” ou coisa parecida.
Voltemos a Racionalidade
Fato é que tenho uma grande facilidade de ligar o botão do “Foda-se”. Esses dias ouvi de uma grande amiga minha – que tem propriedade pra falar isso -, que tenho uma grande facilidade de descartar as pessoas e sinceramente eu não acho e explico.
Meu conceito de descartar as pessoas é muito mais mesquinho e menos interessante que o “Foda-se”. Descartar uma pessoa pra mim, é a simples sequências de fatos: fiquei, não gostei, não quero mais ver, tchau e “beijomeesquece”!
Hoje é um dia que eu estou ligando o maldito “Fuck Button”. Fiquei, gostei, me apaixonei. Ela me fez sentir coisas que não tinha sentido, ou fazia muito tempo que nem passava pela cabeça a possibilidade de acontecer novamente. O motivo que me levou a e esse sentimento eu sinceramente não sei explicar e nem quero. Me apego muito a pequenos detalhes, que normalmente ninguém vê ou simplesmente não dá bola. Quer saber, foi bom, mas isso não vem ao caso.
O que vem ao caso, é que eu estava jogando roleta russa com uma arma totalmente carregada. Oi? Eu sou burro? Sou, sim. Eu morria todas as vezes(óbvio), mas a vontade de te ver ao meu lado, ou pelo menos dar valor a minha existência e persistência, faziam eu renascer com mais força. Burrice para mim é isso, insistir no erro. Tinha uma força maior e uma vozinha no meu ouvido dizendo: “Vai! Tenta de novo! Olha como ela é parecida contigo! Sente a química que rola só de vocês se olharem!”. Por isso estava ali. Racionalmente meu cérebro me dizia: “Burro do caramba! Morra! Vai cuidar da tua vida. Vai viver!”. Devia ter escutado ele. Maldita hora que escolhi dar ouvidos ao coração.
Chega! Voltamos a racionalidade! Foda-se!
O sentimento está sendo trucidado no coração e ele está sangrando como nunca antes. Mais cedo ou mais tarde ele sumirá completamente e dará lugar a um novo, provavelmente maior e de duas vias. Fato que sou um romântico esperando a oportunidade certa para me agarrar com unhas e dentes na pessoa que eu estiver amando como se não houvesse o amanhã, mas dessa maneira não dá. Assim conseguirei ter o pensamento: “Termina logo, trabalho maldito, assim eu posso ir pra casa tomar um vinho e dançar ‘Concerto Pour Une Voix’ com a pessoa que eu amo”.
Foi! Adeus! Lamento e lamento muito. Fico chateado, triste, mas pelo menos posso dizer que tentei, dei o máximo de mim e não me arrependo de nada que fiz.
E assim segue a vida monótona…
Top 6 Coisas que Eu Sinto Falta do RS
Após um ano em São Paulo, muita coisa já aconteceu: casei, separei, fiquei, apaixonei(suspiro), troquei de emprego – melhor, fui forçado a trocar – viajei, conheci gente, muita gente, fiz novos amigos, conheci coisas e lugares nunca antes imaginados, “whatever”. De certa forma me acostumei e muito com a cidade, que apesar de ter um ritmo e estrutura diferente do que eu estava acostumado lá na “província”, ela é acolhedora.
Sinto-me muito bem aqui, ainda que esteja sozinho nesse momento. Quando falo sozinho, me refiro a família e/ou alguém do meu lado, compartilhando conquistas, dores, felicidade, derrotas, filme francês ruim no MaxPrime sábado à noite, enfim. Amigos(as) sei que tenho uma “meia dúzia de dois ou três” que se eu ligar, vamos a Starbucks rir um pouco.
De qualquer forma, substituí muitas coisas que tinha lá na Província de São Pedro com algo semelhante aqui, mas algumas são insubstituíveis! Essas as quais eu listo abaixo.
Família

Mesmo tendo contato direto com as pessoas de lá falta aquele calor humano e o contato. Sempre fui muito ligado a minha família – mãe, avós, irmãos – gosto disso e se pudesse, e desse, trazia todos juntos para cá.
Amigos

Porra! Esse nem precisava falar, porque – bah! – é intrínseco que isso é foda. Aquela partida de WE/GH – que eu sempre ganhava – no sabadão de tarde, ou aquela de sinuca – que eu sempre perdia – no Pool no domingo de noite regado a Coca-Cola(pois é) e batata-frita, são coisas que sinceramente não tem preço. Fora, claro, uma boa saída fotográfica na Redenção.
Pôr-do-Sol no Guaíba

Sem a foto eu não teria como descrever o quanto é do caralho isso. A Usina do Gasômetro, num final de tarde domingo, mais precisamente as 18:22, é algo que alimenta a alma de uma forma sem precedentes. Podem me chamar de “viado” agora, mas vai afetar muito gaúcho também(sem piadas). O negócio simplesmente LOTA. Todo mundo curtindo um bom chimarrão na maior paz, muitas vezes depois de um bom Grenal, dividindo a mesma cuia. Simplesmente foda!
Viajar por…

Se tem uma coisa que eu gosto é pegar meu carro e sair por aí. Quando fiquei sabendo que vinha pra SP, imediatamente disse: “Vou de carro!”. Aproveita-se muito mais a viagem, curte a paisagem e tal. Assim como em qualquer lugar do Brasil, o RS tem coisas que tu é obrigado a parar o carro e ficar contemplando. A da foto acima, por exemplo, foi feita na viajem pra Cambará do Sul, aquela cidade que tem os canions na divisa com Santa Catarina, sabe?
Xis Galinha do King’s Kão

Eu como, e como MUITO. Não só eu, mas qualquer bom gaúcho come, minha filha. No meu caso tenho que manter minha barriga, que não é grande, mas é saliente. Visto isso, uma das coisas que eu mais senti diferença foi a comida. A falta de feijão preto nos restaurantes, uma boa pizza de picanha* regada com um bom catchup ou um ENORRRRRMMMMEEEEE Xis Galinha do King’s Kão. Engane-se você, paulista, que aqui em São Paulo tem xis galinha também. Convido a todos que quiserem ter essa experiência única de comer algo parecido com isso a uma viagem ao Rio Grande do Sul. Sirvo de guia, só não pago passagem. Ha!
Isso que aqui nem comentei o churrascão “roots” no meio do mato, na beira do rio que passa atrás da casa dos meus avós.
Trânsito

O grande mal da cidade grande. Cara isso é algo que não tem explicação. Imagine, paulista, ir do Morumbi a Guarulhos(40 kms) em 40 minutos as 18 horas da tarde(via marginais). Impossível, fato! Ok! Nem vou comparar a grandeza das cidades e “papapa”, mas isso é algo facilmente conseguível por lá. Nesse mesmo espaço de tempo aqui em SP, eu ando da Rebouças até Vl. Olímpia(6,5 kms). Complicadíssimo, não? Eu acho. Principalmente levando em conta que tenho pouca(pra não dizer nenhuma) paciência no trânsito.
Gauchada: aquela “tranquerinha” ali em Canoas de manhã e de tarde não é nada. Believe me! Ah! Quase ia me esquecendo da Free-Way em véspera de feriado. Troco de bala.
Tem muito mais coisas, muitas outras que eu nem lembro, porque já me acostumei. A questão é que sinto a falta, mas não penso em voltar em definitivo tão cedo. As oportunidades, determinadas pessoas e o crescimento proporcionado não tem explicação. Um dia voltarei, sim. Afinal meu objetivo sempre são as coisas que eu sou apaixonado e luto por isso.
* Sim paulistada, lá tem pizza de picanha, strogonoff, e muitas outras coisas que vocês acham bizarrices, incluindo o catchup. \o/